Atualidades em Português

Sobre Laetitea

Apresentação de Laetitea

Laetitea nasceu em 1979, na região de Lorena (nordeste de França), de pai português e mãe francesa (com ascendência franco-germânica). Muito vocacionada para o desporto, com apenas seis anos de idade, Laetitea revelou capacidades consideradas invulgares em natação. Excelente nadadora de competição, pertenceu ao clube de natação daquela região onde conquistou várias medalhas, sendo a primeira, a nível individual, aos doze anos de idade.

Em 2000, após concluir brilhantemente, com 18 valores, a sua (primeira) licenciatura na Universidade de Metz (Paul Verlaine), Laetitea mudou-se para Portugal, onde, devido à sua estatura (1,80 m) e fisionomia, viria a ser surpreendida com propostas relacionadas com o mundo da moda enquanto aguardava a admissão do seu processo no Sistema de Ensino Superior Português. Contudo, apesar deste (breve) envolvimento, uma eventual ascensão profissional vinculada à indústria da moda nunca fez parte dos seus planos e meses depois, após um mega-desfile decocorrido ao ar livre em 2001 – no Parque Central da Amadora por ocasião das festas daquele município – ao lado de nomes como Nayma e Paulo Pires, contrariando a vontade do jornalista Carlos Castro (falecido em 2011), Laetitea põe um termo à experiência. Seguiram-se outras aparições em trabalhos musicais (telediscos) e publicitários (comerciais), mas a francesa, ainda que cativante, depressa franziu o sobrolho ao sentir-se deslizar novamente para o expositor. Mais tarde, Laetitea confidencia algumas intimidades, nomeadamente que, de acordo com os seus valores, princípios e educação, em nenhuma ocasião aceitou despir-se.

Em 2004, faz parte da equipa de realização sob a alçada da TV Cabo e numa curta entrevista concedida furtivamente durante um evento comemorativo de um canal temático, não hesita em repisar firmemente a sua indisponibilidade para um eventual desempenho do outro lado das câmaras. «Às vezes até tenho vergonha de dizer, mas para além do desporto que pratico naturalmente, não faço nada para manter a linha. Não sou mulher de ir a um centro de estética. Quando digo que pouco faço é quase ofensivo. Em termos físicos, sei que não tenho nenhum mérito ou culpa daquilo que pareço. A beleza assenta em sentenças muito relativas. Não uso adornos nem procuro ostentar ou explorar a minha herança genética. Carrego orgulhosamente o peso de uma longa e honrada genealogia, devo-lhe respeito. A verdadeira nobreza é drenada na alma. Tenho o meu próprio look, não foi estudado para atrair as atenções nem tenho tempo disponível para superficialidades. Sei que por vezes sou uma mulher no seu melhor, outras alturas no seu pior, mas em nenhuma delas um fantoche, carroça de quinquilharia ou bibelot. O meu tempo é curto e sagrado, não o vou profanar com idolatrias materiais», frisa. Laetitea defende que a sociedade deve ser formada por homens e mulheres que acedem a certos lugares quando têm competência para tal, mas admite que muitas vezes as mulheres traçam a sua própria discriminação.

Laetitea é fundadora e é membro de inúmeras instituições de solidariedade social, ONGs e
movimentos de serviço à comunidade.

Se, por um lado, a realizadora, criativa, produtora e empresária distingue-se como brilhante profissional, por outro, denota-se pela forma como se desmarca indiscutivelmente do tumulto e agitação da praça pública. Apesar da sua possante personalidade, sempre envolta numa áurea misteriosa natural e munida de um caráter perfeccionista tão crítico como autocrítico, Laetitea delineia, acima de qualquer outro título ou definição, um perfil extremamente recatado. O empreendedorismo da gaulesa é outra particularidade muito pouco arrastada para a ribalta na Internet.

Apesar do seu investimento profissional, sempre a correr de um lado para o outro, a importância que atribui à vida privada (pessoal), praticamente blindada, é bem conhecida de todos. O muito moderado entusiasmo com que Laetitea se expõe pessoalmente, na Internet e não só, é outra peculiaridade inquestionável. No entanto, essa privacidade tem o seu reverso da medalha. Com uma qualidade de trabalho a ganhar visibilidade (e evidência) também nos meios virtuais, esta especial obstinação pelo sigilo tem vindo estimular alguma confusão, dando azo, inclusive, a um certo aproveitamento por parte de outros profissionais ligados ao setor audiovisual. Felizmente, a segurança dos cibernautas não escapou ao olhar penetrante da Laetitea.

Figura imprevisível, muito protetora, paciente, discreta e carismática de doutrina exigente, justa e determinada, de emoções intensas, mas sempre contidas, que, ainda assim, podem surpreender com atitudes fulminantes uma vez rompidas as barreiras da tolerância. A sua extrema faculdade de observação costuma criar um certo desconforto, é sabido, e a sua frontalidade ajuda a eriçar, ainda mais, os ânimos. Mas a própria não compreende porquê, como confessa «É frustrante. Se as pessoas se sentem intimidadas por mim é porque não me conhecem melhor. Sou uma pessoa normal que veste pijamas de flanela, vê filmes e come gomas. Só não permito excessos quando pressinto falhas de disciplina em quem está do outro lado».

Aos 35 anos, Laetitea assina de um vasto, luxuoso e eclético inventário de obras produzidas. Na Internet, para a delícia de muitos, desde 2007, parte – apesar de ínfima – do seu empreendimento, tendo em conta certos perímetros, vai sendo gradualmente partilhada. Mesmo assim, para descobrir ou conhecer um pouco melhor a francesa Laetitea, nada mais elucidativo do que visitar o site oficial. Pode ainda acompanhar o seu ‘diário’ através do blog pessoal. Trata-se de um espaço intimista de relação relaxada onde encontrará, num ambiente informal, muitas confissões, um acervo de revelações e esboços – habitualmente vedados ao público em geral – alusivos a projetos profissionais e a importância de algumas das boas experiências da realizadora. No meio deste variegado de particularidades inteiramente narradas e expostas pela própria, é possível encontrar uma biografia polvilhada de numerosas revelações (em francês). De salientar, além disso, no que concerne ao retrato moral da Laetitea, muita informação pode ainda ser excepcionalmente obtida, de forma direta, nalgumas das suas publicações, como, por exemplo, «Réponses et remerciement 2014» (em francês), ou através de divulgações num avultado leque de matérias como as relacionadas com a prevenção do cancro ou da TELENIMA, entre muitas outras.