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Laetitea grava no Guincho

Laetitea em Paris

Depois de «Le Deuil», homenagem às vítimas dos atentadoterroristas, notadamente munida de um autorretrato (ver foto), publicado no blog pessoal por ocasião dos ataques de novembro ocorridos em Paris, fez-se silêncio. Um percurso intermitente habitual que contém, na Web, ausências imprevisíveis mais ou menos prolongadas, vácuos e áreas cinzentas em número suficiente para atrair a imaginação fertilizante dos descodificadores. E desse terreno uberoso debaixo das grandes jazidas de talento bipolar que são as fanzines, surge a carismática Laetitea. Não é fácil fornecer informações sobre a realizadora, porque Laetitea queima pontes; dando-se prudentemente com um pé no silêncio criativo, outro na subitaneidade. Se o mal das biografias, na maior parte das vezes, é o biografado, no caso da Laetitea o problema passa indubitavelmente pela discrição. 

Afastada também da esfera virtual desde setembro de 2015, devido a uma agenda abarrotada (em França) interlaçando a rodagem de videoclips e formação, aquela que é, por os mais atentos, considerada uma das figuras mais discretas de sempre (e certamente das mais genuínas e impressionantes, apesar disso) do panorama audiovisual, regressa a casa, em Portugal, para uma série de compromissos. Ainda assim, se pensa que esta ‘temporada junina’ significa férias, desengane-se. Dos afazeres desde já confirmados para este mês de junho, sabe-se que colaborar na finalização (pós-produção) de um trabalho de grande envergadura, presidir a um evento que se desenrola durante o mês e participar numa apresentação num centro comercial, são alguns deles.

Ainda em junho, tanto quanto sabemos e nos é permitido revelar, a captação de imagens no Guincho é outro intento assegurado. Não é possível fornecer detalhes sobre esta operação. Contudo, no que diz respeito a esta iniciativa, sabe-se que a rodagem prende-se com outras já realizadas em março e maio de 2014, entretanto aproveitadas em diversas ocasiões, como, por exemplo, no trabalho pessoal relacionado com a tragédia do Meco «Na Praxe dos Anjos» (ao contrário do cartaz e por diversas razões incluindo as excruciantes, até à data o vídeo nunca foi tornado público).

Apesar do planeamento absorver muito do seu tempo por dia, estes são apenas uma mão-cheia de trabalhos agendados, agora atenciosamente aberta aos mais curiosos. Na realidade, para junho o programa é bastante mais vasto. Alguém disse outro dia que Laetitea «é a sua própria tradição, tanto em França como em Portugal». Isso é exato. Afastada da agitação como o diabo da cruz e pouco paciente para os chamados ‘carrosséis sociais’, incansável, a recatada francesa continua focada no essencial e a assinar obras umas atrás da outra. Afinal, importa dizer que se Laetitea fosse uma profissional igual a tantas que, dependentes de uma parcialidade qualquer, vicejam na imprensa, para além de perdermos uma pessoa dotada de extraordinários valores e as delícias incontestáveis que esta aos poucos nos vai oferecendo também via Web, então seríamos obrigados a ler mais uma vida pequenina de alguém que se quer tornar grande a todo o custo em revistas, jornais e rúbricas dedicados ao cabotinismo.

No mundo, existem seres que mais parecem visitantes de outra galáxia. Reúnem uma série de caraterísticas e talentos num volume intrigante. É um facto. Autênticos fenómenos incapazes de passarem despercebidos, também pela sensação (misteriosa e por vezes desconcertante) que emitem naturalmente. Tratar-se-á porventura de um magnetismo ainda pouco explorado pela ciência. Em todos os casos, nada mais elucidativo do que constatar o facto na primeira pessoa. Pois bem, em junho, uma destas ‘creaturas’ vai espalhar a sua magia pela praia do Guincho, neste caso enquanto recolhe algumas imagens para o seu próximo trabalho em Ultra High Definition (o chamado 4K ou Ultra HD). Para os mais céticos que nunca experimentaram tais experiências, fica dada a informação.

Recomendações: no local, se conseguir uma aproximação mais atrevida, ou seja, penetrando sem interpelação no perímetro ocupado pela parte técnica, mostre-se à altura da tolerância que lhe foi concedida por parte de uma equipa que, dispersa pelos quatro cantos da praia, se mantém sigilosamente vigilante. Sobretudo, por uma questão de respeito perante quem sempre defendeu alguma reserva, evite tirar fotografias, ou, na pior das tentativas, peça autorização (por vezes, as boas maneiras movem montanhas). Em suma, seja qual for o intuito, lembre-se que nem todos anseiam ver a sua vida exposta na praça pública ou nas redes sociais. Neste caso como em qualquer outro, não capture nem publique fotografias sem o consentimento dos visados. O que para muitos é motivo de vaidade ou mesmo de êxtase, para outros pode significar abuso. Mesmo que certas figuras cobiçadas pela imprensa adotem posturas hipócritas, convém não esquecer que algumas pessoas levam o assunto do direito à imagem, ou melhor, o direito à privacidade muito a peito e sem segunda intenção. É que nesta matéria, sem meias palavras e desde sempre, Laetitea tem demonstrado uma posição honesta, inequívoca e clara: fotografias e fofocas NÃO!

Laetitea - Official Website
(website oficial em reconstrução)

 

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