Atualidades em Português

Mais de três mil pais vítimas de violência doméstica

De acordo com o noticiado pela TVI24 a 8 de agosto de 2012, entre 2004 e 2011 a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) registou 3380 processos de pais vítimas de crimes de violência doméstica por parte dos filhos em ambiente doméstico. Dados oficiais revelam que o número de casos duplicou nos últimos anos. Um terço desses agressores têm entre 18 e 35 anos.

Laetitea - artigo relacionado com Violência doméstica

Esta notícia foi comentada no próprio dia por Laetitea via Facebook:

“É importante, ver crucial, que se altere esta situação, consequência típica da desordem nos valores (morais e sociais) que nunca deveriam ter sido menosprezados e/ou tratados de forma leviana. A sociedade atual tem vindo a subvalorizar as propriedades consagradas à família. A violência e o desprezo lideram as consequências dessa desunião. Em nome de determinados interesses, temos vindo a fraturar o convívio entre pais e filhos e isto é fragilizar os processos naturais que unem a maioria dos seres vivos. Reatar as famílias é a única maneira de inverter esta lamentável “prática” e outras, tais como o abandono de familiares (encarados como fardo) nas unidades hospitalares em épocas de férias. O efeito desse desequilíbrio é já visível junto da comunidade escolar. O bullying é um indício claro disso mesmo. Independentemente da ação, ou reação, com recurso a leis repressivas, a tomada de medidas, urgentes, na verdadeira causa deste problema, isto é, na fórmula como são ordenados os valores sociais, morais e humanos desde a infância, é a única via possível capaz de regenerar as condições saudáveis de uma sociedade considerada evoluída. Trata-se de um processo construtivo ao qual estamos todo(a)s, nós adulto(a)s, envolvido(a)s e do qual dependemos todo(a)s. É certo que as leis atuais requerem também elas uma revisão menos hipócrita. Não obstante, é importante, essencial até por questões de orientação para a humanidade, que os atributos nobres da moralidade prevaleçam, em detrimento dos interesses – mesquinhas, fúteis e perniciosos – atualmente muito em voga. Estamos todo(a)s implicado(a)s e comprometido(a)s nessa tarefa desde o berço da criança.
Resumindo, é praticamente impossível exigir ou esperar de uma criança, de um jovem ou mesmo de um outro adulto, o reconhecimento ou o troco de uma moeda que não conhece.” Laetitea

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